Lady Di nas internas

Neste dia 31 de agosto ela está na mídia como nos tempos em que vivia, e já se passaram 20 anos da morte de Diana Spencer, eternamente Lady Di. Tudo se fala sobre sua vida, até o que não era verdade. mas não esqueço o dia em que recebi um telefonema da amiga Nete Brasil, falando da sua cunhada, Elemar Souza Cruz, que estava morando em Floripa, vinda de Londres aonde havia feito trabalhos voluntários com Diana. Claro que rendeu entrevista para a minha coluna, na época no DC. E anos mais tarde, em 2012, nos 15 anos da morte da princesa entrevistei novamente a Elemar pra falar da Diana. A primeira entrevista perdi, a segunda tenho guardada e reproduzo aqui. 

Como você conheceu a Diana?

 “Conheci a princesa através de uma instituição de caridade na qual fazia trabalhos voluntários, mais ou menos um ano antes dela falecer.  Esta instituição, Chain og Hope, trazia crianças da África com problemas cardíacos congênitos para serem operadas em Londres. Fiquei tomando conta de uma menina, Zulfa, que era de Moçambique e falava português”.

Diana e Rebecca Souza Cruz, hoje moça, no Palácio de Kensington, em maio 1997

Quantos encontros você teve com Diana?

“Encontrei Diana várias vezes no hospital. Um dia ela me ligou convidando para almoçar na casa dela, o Palácio de Kensington. Fomos eu e minha filha Rebecca, e lá estavam o príncipe William com um amiguinho da escola. almoçamos, conversamos e rimos muito. Ela nos levou para conhecer `a casa`. Fomos até o quarto dela. Lá, ela deu uma corujinha que estava num sofá para a Rebecca. Esse foi o último encontro, em maio de 1997. Depois disso eu mandei um cartão agradecendo a gentileza, ela telefonou e disse que quando voltasse de férias a gente iria marcar um café ou algo assim. Era Verão na Europa, ela foi viajar de férias e logo depois faleceu, em Paris.

Você esteve no enterro?

“Sim, fui convidada pelo Palácio de Buckingham, mandaram um fax para a instituição em meu nome, e fui ao velório na Abadia de Westminster, seguindo primeiramente o cortejo atrás do caixão dela. A imprensa de Londres entrou em contato com as instituições que ela estava envolvida. Pediram para eu contar um pouco sobre essa convivência com a princesa. E mesmo depois da sua morte ela continuou ajudando porque além de entrevistas eu doei algumas fotos tiradas no hospital para a revista Hello. Em troca eles doaram 10 mil libras por foto para a instituição Chain of Hope“.

Quais são as suas impressões pessoais sobre ela?

“A Diana era um anjo iluminado. Quando visitava as crianças no hospital parecia que elas melhoravam somente ao vê-la. Elu acompanhei quando ela chegava, às vezes tarde da noite, sem segurança, sozinha. Ela parava o carro onde os médicos estacionavam, entrava e pegava as crianças no colo, sem os pais estarem perto. Não havia jornalistas, apenas os funcionários e os doentes hospitalizados. Ela gostava de pessoas e não via cor, raça ou classe social. Aproveitando a sua condição privilegiada, fazia tudo o que podia para ajudar ao próximo. Ela me transformou como pessoa”.

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